O dia em que tudo escureceu...
Ao cair da noite, o Verão ainda se sente, pela brisa quente que paira no ar...
Caminho por uma via escura, como se de um abismo se tratasse, sem nada conseguir ver em meu redor. Ao longe, o fumo das chaminés, poluindo o pouco ar puro que ainda nos resta...
Não há mais nada a fazer, o destino está marcado! as férias estão à porta e Lisboa está cada vez mais morta...porque eu, não vejo ninguém, e, parece que ninguém me quer ver...
A solidão e o monólogo permanecem, e o meu pensamento insossegado imagina situações fúteis!
Riu-me, pois não há mais nada a fazer. Não somos deuses para mudar o destino traçado e muito menos para contornar os diversos obstáculos que nos vão surgindo ao longo da vida... Hahahaha... a gargalhada agora ecôa pelos vales da solidão! Porque, ao pensarem que me iriam fazer triste, só conseguiram fortalecer a minha personalidade. Agora, conheço-me melhor, e, de certa forma conheço melhor os outros...
A tristeza muda sempre com a alegria, e, a minha alegria não acabou!
Caminho agora, sem rumo, em busca de um novo ponto de partida... a viagem irá ser longa e talvez nunca volte, contudo, as memórias permanecerão sempre!
E, foi assim que...
Ao contrário do que primáriamente pensei, este, não foi o dia em que tudo escureceu, mas sim, o dia em que vi... a minha própria luz!
Muras


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