Diário de um Prisioneiro...
Dedicado aos 2 jornalistas italianos apanhados por terroristas iraquianos...
Mais um dia... creio eu!... faz tempo que não vejo a luz do dia e que vivo acompanhado por pequenos bichos rastejantes.
Sinto-me fraco, e o que me liga à vida são apenas as memórias do meu passado.
A escuridão absorveu-me quase todas as energias... uma refeição decente?... já não sei o que isso é! Uma mistela de papa, da qual não sei o conteúdo é o que me dão por uma ranhura da porta metálica que me enclausura.
Fui raptado e vivo agora num curto espaço de 3/2 metros sem qualquer janela para me sossegar o espírito.
A língua é a maior dificuldade, por vezes... entram aqui aos berros e batem-me sem que nada tenha feito, e eu contínuo sem perceber o que eles dizem ou o que eles querem.
Ser prisioneiro, é o desligar de todas as coisas...
Eu não sei o que me irão fazer ou se voltarei a ver a minha família. Apenas sei que tudo irei fazer para permanecer vivo até ao dia em que decidirem pôr termo à minha vida.
O sofrimento, a angústia, o cansaço e o desespero tornam os meus dias mais difíceis, mas continuarei a lutar por um dia melhor e onde possa de novo voltar a sentir o cheiro da liberdade junto daqueles que me amam e sempre estiveram ao meu lado...
Muras


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